| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 |
Essa família reúne um grande número de espécies, típicas dos neotrópicos e apresenta-se particularmente diversificada nos Andes e na Patagônia. Sua característica marcante é a uniforme coloração da plumagem, marrom ou castanho-avermelhada ou com tons de ocre, na tonalidade de espécies que a família reúne. A forma da cauda, longa e “espinhenta” ou curta e arredondada e a forma do bico caracterizam cada gênero, reunindo-os em subfamílias próprias, consoante a combinação dessas características. Habitam desde ambientes abertos, como campos, cerrados e caatingas, a florestas densas, alcançando sua maior diversidade específica no Sul e Sudeste do Brasil. Independente do biótopo que ocupem, são fotófilos em sua grande maioria excetuando-se apenas as espécies do gênero Sclerurus, altamente fotófobas. Apresenta um número equivalente de espécies de hábitos terrícolas ao de outras, de hábitos essencialmente arborícolas, o que confere a esta família uma distribuição relativamente uniforme entre os vários estratos de uma floresta. Essa característica distingue os Furnariidae de outros subóscines neotropicais. De hábitos essencialmente insetívoros, cada gênero desenvolveu técnicas apropriadas de forrageamento, ocupando um determinado nicho. A nidificação dos Furnariidae permite ampla análise taxonômica dos gêneros e de suas relações filogenéticas, dada a grande variação de formas e estilos adotados na confecção de ninhos. Frequentemente, muitos desses ninhos são ocupados por outras aves de famílias diversas como, por exemplo, rolinhas, tuins, o vira-bosta ou até por pequenos roedores como ratos silvestres ou pequenos marsupiais, como as cuícas (Sick, 1997). Algumas espécies são mais suscetíveis às mínimas alterações antrópicas em seu habitat natural enquanto outras se tornam até mais abundantes em matas perturbadas, como Automolus sp. ou como o joão-de-barro(Furnarius rufus) em áreas recentemente abertas para pastagens. Tal característica transforma essas espécies em bons indicadores ecológicos em recenseamentos da avifauna em matas residuais, nas regiões Sudeste e Sul e nas frentes de colonização antrópica na Amazônia.
De acordo com a observação de Darwin O. Santos, o curutié e o casaca-de-couro-da-lama são noturnos. Sua primeira observação foi do curutié, que é bem ativo e canta à noite, voando de uma árvore à outra, ou de uma árvore a um rio distante. Logo o casaca-de-couro-da-lama não aparenta ser tão ativo, mas canta à noite também.
Alguns gêneros da família: